Que os marinhenses deixem de ser os Bombos da Festa

“Levemos Abril até 1 de outubro”, um dos pontos fortes do discurso de 25 de Abril do sr. presidente da CMMG, Paulo Vicente.

Não podia estar mais de acordo.

O que peço aos políticos do meu concelho. É que passem das palavras às acções, para que os marinhenses deixem de ser os Bombos da Festa.
Festa e Fogos à parte, que nunca esqueçamos que continuamos a ser um concelho que tanta riqueza natural possui e tanta outra produz, graças à força e inteligência do povo e dos seus empresários e, continuamos a ser um concelho dos mais pobres do país em estruturas básicas que deveriam ser colocadas à disposição da população.
Que saibamos honrar os princípios de Abril e todos nós, com a consciência de quem pensa pela sua própria cabeça, saibamos dar quatro anos de gestão autárquica com um único propósito: – O progresso do concelho e das suas TRÊS freguesias. Sobre isso, tenho vergonha do desprezo a que os moitenses, que tanto lutaram para serem marinhenses, têm sido alvo por parte da nossa Autarquia.
Não sendo freguesia, mas situa-se da linha para lá, Picassinos, a minha amada terra, merece respeito e temos sido alvo de constante abandono.
Nem um painel de necrologia, para afixar as cartas fúnebres dos nossos falecidos, nós merecemos por parte de uma autarquia que prometeu e não cumpriu. Sobre isso eu desisto… a população de Picassinos construiu uma escola que nos querem roubar. A população de Picassinos construiu uma igreja que nos dignifica enquanto povo. A população de Picassinos construiu uma sede e fez obras de renovação sem pedinchar nada à Câmara. A população de Picassinos saberá encontrar uma solução digna para a última homenagem aos nossos entes queridos. Da CMMG não espero mais nada sobre este assunto.
O trânsito caótico e as filas intermináveis de camiões para o Santos Barosa, com os naturais transtornos para a população e para esta empresa que tão querida é pelos picassinenses. Cabe à autarquia resolver este problema. Chega de palavras. A solução está mais do que identificada… a saída terá que ser feita a poente, para a zona da Rotunda do Vidraceiro.
O saneamento básico continua esquecido. Picassinos cresceu de forma abissal em termos populacionais, se não sabem, vão verificar os números dos estudos elaborados pelos técnicos camarários.
Deixem-se de lançamentos de livrinhos, que muitos deles não passam de projectos egocêntricos sem a menor qualidade e de pouco valor cultural e patrimonial e metam mãos às obras. Julgo que 10,5 M€ que estão parados a ganhar bolor… devem ser mais que suficientes para que a população deixe de ser o Bombo da Festa.

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Uma resposta a Que os marinhenses deixem de ser os Bombos da Festa

  1. Alberto Antunes diz:

    Sr. Orlando, gosto apoio e subscrevo.
    O nosso Concelho merecia pessoas diferentes a governá-lo. Infelizmente é o que temos sem se perspectivarem, para as próximas eleições autárquicas, pessoas diferentes, audazes, inovadoras e com projecto para colocar o Concelho da Marinha Grande no século XXI onde merece estar.
    Como já tive oportunidade de constatar, se não fosse a força dos nossos empresários e a dinâmica que colocam nos seus projectos, muitas vezes sem apoios de ninguém, o Concelho da Marinha Grande teria tendência a desaparecer e os seus habitantes a procurarem outros lugares para viver e trabalhar.
    Há décadas que aquela população de Picassinos, mais propriamente da Rua 10 de Junho, sofre com o transito de camiões que não têm mais por onde passar. É um grave problema para aquelas pessoas que ali vivem e agora impõe-se a pergunta: Quanto mais tempo é necessário para que a Autarquia olhe para aqueles munícipes com o respeito que eles merecem e se empenhe em resolver aquele problema do transito de camiões?
    Não basta dizer: “vamos ver isso”, “estamos a tratar desse assunto”, “estamos à espera de pareceres técnicos” e outras frases de género, a que habitualmente chamamos conversa para entreter porque cntinua tudo igual. Os anos a correr, as pessoas a sofrer e a indiferença de uma Autarquia que não ata nem desata.
    Sobre a Moita, é mais do mesmo. A mesma indiferença e o mais completo esquecimento por quem tanto se empenhou em pertencer ao Concelho da Marinha Grande. Sendo de todas a freguesia mais esquecida,talvez até lhe possamos chamar “o parente pobre”.
    Então o saneamento básico, por concluir, é algo que brada aos céus, inadmissível para uma Autarquia que tem condições para concluir o que falta fazer. Era só, como diz, “porem mãos à obra” e, acima de tudo, terem vontade para isso. O que lhes sobra em “conversa fiada” falta-lhes em vontade, engenho e ousadia

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