Santos da casa… fazem milagres

É verdade que o ditado popular diz-nos precisamente o oposto. É factual que nem sempre o que é local é bom. Sobre isto estamos conversados. Mas há exceções. Muitas. E devemos valorizar os agentes locais pois só assim poderão vir a ser melhores, além de que a riqueza aqui produzida fica no concelho.
Poderíamos aqui trazer vários casos de sucesso. Comecemos, por exemplo, pelas marchas populares, que nas últimas semanas têm estado envoltas em polémica.
Partindo do princípio que dificilmente serão como as de Lisboa, não é menos verdade se afirmarmos que, caso sejam devidamente apoiadas, poderão afirmar-se a nível local e regional. Basta que haja vontade de todos os intervenientes: autarquia, juntas de freguesia, associações, clubes, dirigentes associativos, comércio local e, claro, os ensaiadores e marchantes. Se todos remarem no mesmo sentido poderemos ter um produto muito atrativo e isso já ficou demonstrado no passado.
A Feira Nacional de Artesanato e Gastronomia é outro exemplo de como uma pequena associação consegue organizar uma iniciativa com esta grandiosidade, o mesmo sucedendo com o Clube Automóvel da Marinha Grande que há anos monta um dos melhores ralis do país: o Centro de Portugal.
As peças de teatro produzidas no Operário e Império, as galas da Ordem, as iniciativas das universidades seniores, a atividade desportiva intensa são outros exemplos de que, aqui, conseguimos fazer bem. Mas podemos fazer muito melhor e, por vezes, basta um pormenor.
Recentemente, a Rádio Clube Marinhense, em articulação com diversas entidades do concelho, promoveu uma gala de jovens talentos que se traduziu num belo espetáculo, feito com a «prata da casa». Não se entende que se invistam milhares de euros em alguns espetáculos, que o dinheiro saia do concelho, quando temos capacidade de os produzir localmente.
Por estas razões, há que começar a olhar para os agentes locais como competentes, desde que as autarquias sejam agentes facilitadores. Vamos a isso?

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