Orçamento Participativo, mas muito, muito, pouco!

Mais um ano que se volta a falar de orçamento participativo, e este ano ainda há uma nova versão de OP jovem, é urgente que se reveja o modelo de funcionamento existente.

Ganhei o 2º Orçamento, o de 2015, e deixem-me contar em dois parágrafos como é que correu, nem é só para que o texto não fique muito longo, é principalmente porque há muito pouco para contar.

Em 2015 foram decorrendo todos os prazos definidos para o procedimento, terminando com uma sessão publica com todos os proponentes para apresentação da proposta vencedora, ficámos todos a saber que a minha proposta de requalificação do pavilhão 3 da FAE tinha sido a vencedora.

Meses depois, em janeiro, fui convidado para uma reunião, no pavilhão, com o arquiteto da Câmara para explicar o que tinha apresentado na candidatura. Mais uns meses depois fui convocado para uma reunião na câmara, com o mesmo arquiteto, para ver um anteprojeto feito com base na conversa que tínhamos tido anteriormente, depois de algumas analises, troca de opiniões e revisões voltei a reunir mais uma vez em junho, a 3ª, para tomar conhecimento do projecto supostamente final.

E pronto termina aqui a minha participação no Orçamento Participativo, nunca mais recebi qualquer informação, não fui convidado para ver a obra, não fui informado que ela tinha sido executada, não sei até se já terminou, enviei um mail para todos os órgão da Câmara e para o mail oficial do OP questionando sobre o andamento da obra, mas nunca recebi nenhuma resposta.

Como disse no inicio, muito rápido e fácil de contar.

Este ano que vai haver dois OP, revejam a ligação entre a autarquia e os proponentes, assim, fica estranho.

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