Acessibilidades – Passeios e Passadeiras

Qualquer cidade moderna DÁ (ou vende) aos seus citadinos o que necessitam para se sentirem bem em todos os seus afazeres.

À Marinha Grande, é-lhe reconhecida a capacidade de gerar emprego, mas será que esta é por si só a condição cinequanon para ser a escolhida para ter a casa de família para viver?

Claro que não. As pessoas procuram mais. Gostam de sentir que os seus impostos são usados para lhe proporcionar melhores condições de vida.

Eu e muitos amigos, costumamos caminhar ás segundas e quartas-feiras à noite em grupo pelos parques, largos, ruas e becos da Cidade.

Infelizmente, não raras vezes temos de abandonar os passeios para contornar obstáculos.

Não. Não se trata de carros mal estacionados, porque desses também os há mas que, estão “LEGALMENTE” MAL ESTACIONADOS em cima dos passeios (Av. 1º de Maio). Mas o que realmente é mau, mesmo muito mau, é termos passeios com pouco mais de 1 metro de largo, que se encontram OCUPADOS EM TODA A SUA LARGURA por contentores de recolha de lixo ou ilhas de reciclagem.

Só na rua 25 de Abril, naquela que durante muito tempo foi a principal entrada na Marinha Grande temos 3, sim TRÊS, recipientes de RSU nestas condições.

Gostaria de referir que o PEM, Programa de Eficiência Municipal no qual tive o gosto de participar e o desgosto de ver as minhas comparticipações (e as dos outros) colocadas não sei onde, talvez no lixo, ouve um tema em discussão com o titulo Passeios 100 %, em que participei.

Na discussão deste tema defendi que todos os lugares da Marinha, desde o Pilado ao Engenho, de Albergaria à Embra e Picassinos, da freguesia da Moita à Amieirinha, Guarda Nova à Pedra, Fonte Santa e Camarnal, entre outros na cidade e na Vieira de Leiria, deviam ser ligados por passeios. Aliás dei como exemplos os dos concelhos vizinhos Batalha, Porto de Mós e Leiria onde encontramos diversos quilómetros de estradas ladeadas com pelo menos um ou até dois passeios.

Defendemos que o método de construção de passeios, não é exclusivamente sobrelevando um zona da via e pavimentá-la com calcada portuguesa ou pavê de cimento. Existem muitos mais materiais e formas de criar zonas de circulação reservadas a peões.

Também foi considerado e defendido que estas vias para peões podiam e deviam ser de uso partilhado entre passeio e ciclovia, aliás temos deste tipo de passeio excelentes exemplos, no Casal Galego e entre a Guarda Nova e São Pedro de Moel.

Porque as passadeiras de peões também são passeios, deve ser colocado maior cuidado no seu projecto e construção, não raras vezes ou não existem ou encontram-mo-las em locais completamente desadequados, e sem iluminação. Existe iluminação própria para este tipo de via, até na Av. Vitor Galo existe um desses candeeiros, porque não são usados noutros locais?

Caixotes do lixo nos passeios a obstruir a passagem dos peões, POR FAVOR NÃO. Hoje as ilhas de Resíduos Sólidos Urbanos e ilhas de reciclagem “enterradas” no subsolo são vulgares, mas também ainda é vulgar a recolha nocturna porta-a-porta (por exemplo em Lisboa). Há alternativas usem-mo-las.

Luiz Branco

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3 respostas a Acessibilidades – Passeios e Passadeiras

  1. Luiz Branco diz:

    Caro Antonio Jordão

    Obrigado pelas achegas.
    Infelizmente muitos são os erros no que a este tema diz respeito.
    Ao escrever o texto assumi como objectivo alertar para um problema. Os exemplos referidos são apenas para fundamentação da verdade do texto

    Cumprimentos

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