O Galo vai mesmo cantar

Há uns dias tinha aqui vindo refletir sobre o PSD local e anunciei, no final do texto, que o candidato social-democrata dava nome à principal avenida da cidade. Está confirmado, pelo menos pela Concelhia. Recordo-me que alguém aqui veio sugerir que Galo (o apelido do candidato é mesmo assim que se escreve), afinal, se escreve com dois L e não apenas com um. Enfim…
Preciosismos à parte, a política local começa a preocupar-me. Há anos que acompanho eleições locais e há muito que não assistia à dificuldade que os partidos sentem em identificar candidatos capazes de liderar o município. Aliás, temos um problema de liderança, que é transversal não só na política como no associativismo, já para não falar das associações sindicais e empresariais. Se formos ao distrito, temos o mesmo problema: quem é o verdadeiro líder da região, aquele que pode dar um murro na mesa e “forçar” o Governo a pensar, pelo menos, na abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação comercial?
Mas para que servem as lideranças?
Servem para nos levar a pensar nos caminhos a seguir, para tomar decisões muitas vezes difíceis, envolver as forças vivas na resolução de problemas, ter a serenidade em momentos de crise, de nos representar no país e no mundo, mas sobretudo que reúna consensos e que sobreponha os interesses do concelho aos interesses dos partidos ou dos grupos que representam.
Há na Marinha Grande alguns homens e mulheres capazes de o fazer mas estão tão ocupados com a sua vida que nem sequer ponderam tal possibilidade. Esta semana liguei a um desses homens, no âmbito profissional, e a resposta foi lacónica: “política nunca”.
Esta afirmação deve levar-nos a refletir sobre o que pretendemos para a nossa terra e quem são as pessoas melhor preparadas para, de quatro em quatro anos, representar-nos na casa que já foi amarela e hoje é cinzenta.
Uma nota final: como independente que sou, sem qualquer filiação partidária, não serei candidato a nenhum órgão autárquico, não por comodismo, mas por falta de jeito.

Esta entrada foi publicada em António José Ferreira, Geral. ligação permanente.

2 respostas a O Galo vai mesmo cantar

  1. António Silva diz:

    Senhor António José Ferreira,
    Não tenho o prazer de o conhecer pessoalmente. Conheço apenas o que escreve, tanto aqui como no seu Jornal e confesso que concordo plenamente consigo, nomeadamente que os partidos não têm soluções e que é preciso gente com capacidade de liderança para a nossa terra e para a nossa região.
    Sendo independente e sem filiação partidária, será certamente a pessoa certa para liderar a lista de um partido como o PS (sabe-se que andam à procura de um independente), já que o PSD já tem líder, ou para se juntar a um dos movimentos independentes da nossa terra.
    O seu perfil faria certamente a diferença e seria uma mais valia para a nossa região.
    Pelo que tem feito na vida estou seguro que consigo e com a sua excepcional energia, tanto a abertura do Aeroporto como a modernização da linha do Oeste seriam uma realidade num curto espaço de tempo. Vá, candidate-se.

  2. João Fernandes diz:

    Ao candidato falta-lhe um “L”

    Este foi o comentário que fiz ao seu escrito de 24 de janeiro sobre o novo líder do PSD local.
    Preciosismos à parte, julgo que não entendeu o alcance do meu singelo comentário, razão para que venha hoje tentar esclarecê-lo.
    Não foi a ortografia do apelido do candidato do PSD que coloquei em causa, antes a relação metafórica entre o Dr Galo e o ilustre Gallo que dá nome à maior avenida da cidade.
    Não conhecendo um, nem outro, atrevo-me a considerar que a um lhe falta-rá ainda um “L”.

Os comentários estão fechados.