Monte Real: um desígnio da Região

O aeroporto Humberto Delgado (Lisboa) aproxima-se rapidamente do seu limite de capacidade para dar resposta às necessidades de tráfego aéreo. A discussão sobre a necessidade de uma alternativa já não é recente e já teve avanços e recuos sucessivos, sem que se tenha chegado a uma definição clara do que se pretende fazer, considerando os desafios globais que o País tem pela frente nas próximas décadas!

Pensar a localização de um futuro aeroporto não pode apenas servir para responder às necessidades imediatas de sobrelotação do aeroporto da Portela, ou às ambições geoestratégicas de Lisboa (Metrópole)!

Portugal não é apenas Lisboa e as acessibilidades (transportes colectivos de passageiros e mercadorias) não podem ser pensadas apenas para satisfazer as necessidades de uma região, ou de uma metrópole, negligenciando o resto do país, agravando assim o fosso existente entre territórios.

A coesão social e territorial afirma-se nestas decisões. Ou afasta-se quando as mesmas não consideram a realidade global do território nacional e a sua diversidade, promovendo o centralismo e o benefício dos mesmos de sempre.

Recuperando as palavras do Presidente da Associação Nacional de Municípios, e Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, a interioridade (a que se associa a desvalorização e desertificação dos territórios) existe também no litoral e é preciso combatê-la!

A Região Centro (NUTS III) tem grandes Centros Urbanos que vão do litoral ao interior (Aveiro, Coimbra, Pombal, Leiria, Marinha Grande, Caldas da Rainha, Torres Vedras, Viseu, Guarda, Castelo Branco, etc.).

A par da modernização da Linha do Oeste, em toda a sua extensão, articulada com o investimento já previsto para os Portos de Figueira da Foz e Aveiro, e corredor ferroviário norte (Aveiro-Vilar Formoso), a abertura da BA5 à aviação civil constitui um desígnio para o qual nenhum de nós se deve deixar de sentir chamado a contribuir, porque desta estratégia depende o desenvolvimento futuro do nosso Município e, consequentemente, novas oportunidades e maior qualidade de vida para todos!

Papa JPII em Oração na Capela da Unidade

Papa JPII a sair do Böeing da TAP que o trouxe de Roma até Monte Real (1991)

A visita do Papa Francisco a Portugal em 12 e 13 de Maio usando a BA5 como terminal de chegada/partida, à imagem do que aconteceu em 1967 com Paulo VI e em 1991 com João Paulo II, é por isso mesmo uma oportunidade ímpar para que todas as forças vivas da Região se unam na defesa desta iniciativa já formalizada numa Petição Pública!

 

Dia 12 de Maio vamos dar as boas vindas ao Papa Francisco e, já agora, dizer ao nosso Governo que queremos uma aerogare em Monte Real!

No que à Marinha Grande, particularmente, diz respeito, seria muito oportuno se Autarcas, Empresários dos diferentes sectores, Associações representativas da Sociedade e Cidadãos se unissem a uma só voz para reclamar do Governo a oportunidade de se colocar Monte Real em alternativa ao Montijo.

Pensar e(m) Grande, pensar a Marinha Grande é necessariamente pensar as estratégias regionais em matéria de transportes e acessibilidades, estabelecendo redes de influência junto da Administração Central para defesa dos superiores interesses da Região.

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