Uma boa notícia para a Marinha Grande e não só….

As relações entre os vários executivos  da Câmara da Marinha Grande e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) nem sempre têm sido as melhores, aliás, direi mesmo que têm sido, em alguns momentos, pouco amistosas. Não tenho um conhecimento detalhado do muito que tem acontecido, como tal, não me sinto com autoridade para apontar culpados.

Alguns exemplos que podem retratar esta animosidade são evidentes em algumas polémicas recentes, por exemplo, a não realização do “Pinhal das Artes”, um evento emblemático na nossa região, pequenas obras necessárias realizadas pela Junta de Freguesia que são abruptamente interrompidas pelo ICNF, bem como entraves sistemáticos relativamente à atuação da Câmara em várias situações.

A entrevista do Ministro do Ambiente este fim-de-semana ao jornal Expresso pode pronunciar uma boa notícia para a resolução de alguns entraves e desentendimentos entre as duas instituições atrás referidas. Refere o Ministro que “ Nos parques naturais haverá uma alteração do modelo de gestão. (…) Vão continuar a existir diretores regionais do ICNF, mas haverá uma direção em cada parque natural que será presidida por um autarca, com a responsabilidade de olhar aquele território como um ativo que deve ser promovido e o ICNF manterá as funções de preservação da natureza”.

Afirma ainda que, esta nova gestão, será feita mediante regras. Assim, defende que “as direções vão ter três pessoas: um autarca, um representante do ICNF e alguém de uma organização não-governamental ou de uma universidade”. No caso de haver mais do que um município envolvido, serão os próprios autarcas a escolher o seu representante neste órgão de gestão.

À semelhança desta nova atitude relativamente aos parques naturais, também a gestão das matas nacionais devia ser olhada nesta perspetiva de interligação entre o ICNF e as autarquias. Para que tal aconteça, era importante que as autarquias desenvolvessem o seu poder de influência junto do governo central para que este modelo possa ser extensivo e abranger, deste modo, a gestão das matas nacionais.

Na minha perspetiva, esta pode ser uma boa ideia para que o Pinhal do Rei, que ocupa 60% do território da Marinha Grande, possa trazer ao Concelho oportunidades que até aqui não tem sido possível pôr em prática, atividades que continuem a preservar o ambiente e potenciem a sua utilização, nomeadamente, na área do Turismo, Lazer, Desporto e a intervenção urgente nas estradas da mata, contribuindo assim para um maior desenvolvimento do Concelho, tornando-o um ponto de referência nos destinos a visitar.

 

Esta entrada foi publicada em Elvira Ferreira. ligação permanente.

Uma resposta a Uma boa notícia para a Marinha Grande e não só….

  1. Maria AméliaGil Salgueiro Próspero diz:

    Concordo que a Câmara Municipal deve intervir junto do Governo, a fim de podermos sair do impasse e abandono, de que a Mata no Concelho da Marinha Grande tem sido alvo.
    Iria trazer-nos dinamização e progresso, também para a Cidade.

Os comentários estão fechados.