E se Paulo Vicente reconsiderar?

A questão de partida deste pequeno texto não é inocente. Apesar de ter anunciado que não será candidato à presidência da Câmara da Marinha Grande, terá Paulo Vicente condições para voltar com a palavra atrás e assumir que, afinal, vai à luta nas Autárquicas deste ano?
Os seus adversários dirão que não. Os seus camaradas de partido – e não só – dirão certamente que sim.
Não sendo militante socialista, sinto-me à vontade para afirmar convictamente que o presidente da Câmara da Marinha Grande deveria fazer um “esforço” pessoal, assumir que a sua intenção era não se candidatar mas que os desafios que se avizinham e os projetos em curso justificam que faça mais um “sacrifício” pelo seu concelho.
Esta seria a solução natural, embora Cidália Ferreira, até por ser mulher, reúna algumas condições para avançar. Aliás, a Marinha Grande já merece ter uma presidente mulher, sem desprimor para os homens que se apresentarão ao eleitorado. Aliás, não tenciono apoiar publicamente nenhuma das candidaturas pois caminho para a condição de independente, sem filiação partidária. Dessa forma sentir-me-ei à vontade para votar em consciência, sem qualquer condicionalismo de militante de base.
Independentemente de quem serão os candidatos, o importante são as ideias e é disso que, em futuros artigos, tentarei escrever. Sim, prometo ser curto.

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2 respostas a E se Paulo Vicente reconsiderar?

  1. Ricardo Macedo diz:

    Gostei do artigo e concordo com as qualidades reconhecidas de Paulo Vicente. Perdoe me esta diferença de opinião: não concordo com a expressão “até por ser mulher”. Percebi que o diz com a melhor da intenções mas seja por más razões ou por boas razões acho que o sexo não deve ser caracteristica relevante quando decidimos o voto. De resto plenamente de acordo

  2. João Fernandes diz:

    Escreve o Caro António José Ferreira “… presidente da Câmara da Marinha Grande deveria fazer um “esforço” pessoal, assumir que a sua intenção era não se candidatar mas que os desafios que se avizinham e os projetos em curso justificam que faça mais um “sacrifício” pelo seu concelho.”
    O “esforço” e “sacrifício”, apesar de aspeados, não se coadunam com o objetivo primeiro dum político. Para este, não pode haver esforço nem sacrifício quando se propõe servir a causa publica.
    Relativamente aos projetos que se avizinham, bom, sejam eles quais forem, caso sejam alicerçados nos mesmos princípios que nortearam a governação autárquica dos últimos anos, resta-nos a consolação de que muito pior o futuro não nos trará.

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