Copo meio vazio.

Neste dias frios de inverno vamos lendo e ouvindo na comunicação social ações tomadas pelas autarquias por esse país fora no apoio aos sem abrigo e aos mais necessitados, a Batalha distribui lenha pela população.

Na Marinha Grande não ouvi falar em nada, talvez porque aconteceu mas não foi divulgado ou porque ninguém precisa, ou então sendo necessário não foi feito mesmo nada.

Vem isto a propósito de relembrar o que já em vários ocasiões foi afirmado que a Marinha Grande é um gigante económico e um anão politico. Será mesmo verdade?

Infelizmente acho que sim, talvez porque desde há muitos anos que as empresas marinhense trabalham com países de todo o mundo, que se relacionam diretamente com os governos. Para alem disso um grande grupo de trabalhadores têm um excelente poder de compra que lhes permite ir à procurar noutras cidades o que não encontram na nossa.

Isto faz com que a população se tenha habituado a não exigir muito ao poder autárquico, se algo é feito ainda bem, mas se não, não faz mal, vamos aos vizinhos. Leiria para o comercio e saúde, Pataias para a piscina, restaurantes… em todo o pais, dando alguns exemplos desde o imprescindível ao supérfluo.

Em muitas cidades, o presidente da câmara é talvez das pessoas mais importantes da terra, sem estar baseado em qualquer estudo diria que assim muito por baixo, mais de metade da população da Marinha não sabe quem foram os últimos presidentes nem o atual.

Se falarmos com os últimos e atuais autarcas eles fazem-nos uma vasta lista do que fizeram neste últimos anos mas neste caso creio que a parte do copo meio vazio, que é aquela que mais dá nas vistas, é muito mais importante que a meio cheia, diria que todas as metades são iguais mas como é normal dá muito mais nas vistas o que não foi feito em detrimento do que foi.

O que devia ter mudado nestas ultimas décadas? Não sei, mas sei que é importante fazer essa avaliação, há na nossa terra uma sensação de vazio, muitas vezes temos a sensação de viver numa cidade fantasma quando na realidade os seus habitantes estão hiperativos por essas cidades fora.

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Uma resposta a Copo meio vazio.

  1. Um tiro na “mouche”!
    Concordo em absoluto com o texto! As lutas partidárias têm impedido a meu ver, de a cidade, convêm não esquecer que a M.G. é uma cidade, de se desenvolver. O empreendedorismo dos marinhenses e de todos os que têm investido nesta cidade, criando postos de trabalho e riqueza, não têm sido acompanhados, pelo poder autárquico. Com fábricas modernas, equipadas com o que de mais moderno existe no mundo, temos estradas e ruas degradadas, mal iluminadas, uma câmara sem instalações condignas, etc. etc.

    E tudo isto porquê? Será que não há pessoas com capacidades para dirigirem o município? Não será esse o problema…até porque como disse acima, têm dados mostras de boa gestão. Falta um presidente que reúna consensos e seja uma figura com carisma e capacidade de gestão. Que tome os destinos do município de frente e que saiba aproveitar todos os cêntimos colocados ao dispor das autarquias.

    É importante e urgente encontrar essa pessoa para os próximos quatro anos! A Marinha Grande já desperdiçou muitos anos…demasiados!

    A. Carlos Jordão

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