Industria e Serviços

Na nossa terra a indústria é rainha. Uma terra que terá sempre o vidro no coração pois foi com ele que nasceu e cresceu, mesmo que hoje, em termos de importancia economica já não tenha o peso de outros tempos.

Uma terra que vive e simboliza a industria dos Moldes, e simboliza o seu melhor, exemplo que não nos envergonha em comparação com qualquer outro nicho industrial deste setor no planeta, e que serve alguns gigantes da industria mundial.

E os serviços? Estes sempre tiveram mais dificuldades de implantação.

As vantagens da concentração de serviços beneficiam o comércio de Leiria, nos centros comerciais e nas suas principais arterias que concentram grandes marcas (Herois de Angola, Av Marques de Pombal, Nova Leiria) e são um iman de atração que dificulta a concorrencia do mais reduzido e dispersado comercio marinhense. O Marinhense tipico acaba sempre por fazer compras em Leiria

No comércio concentrado, tem crescido a oferta (Pingo Doce, Continente, Intermarche, Aldi, Lidl) mas falta um espaço de dimensão (falhou o projeto Feira Nova uns anos atrás)

Na restauração e bares entre as praias e a oferta abrangente de Leiria, é dificil encontrar espaços que resistam durante anos com grande afluencia (o Operário é uma das raras exceções)

Negocios financeiros e parafinanceiros têm tido as suas limitações com a redução do número de sucursais bancárias, imobiliarias, seguradoras e afins.

A Saúde tem o seu espaço (Clinigrande, Polidiagnostico, entre outros) mas não tem uma oferta completa e continuam muitos marinhenses a necessitar de Leiria tambem neste ponto.

Os serviços públicos são limitados e beneficiariam muito de uma concentração (loja do cidadão) aproveitando as sinergias que essa união permitiria.

Somos industriais e industriais seremos, mas não haverá espaço para uma maior e melhor oferta no setor terciário (serviços)?

Para reflexão.

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3 respostas a Industria e Serviços

  1. António Silva diz:

    Como tenho tempo posso alimentar uma discussão salutar comentando alguns dos textos. Penso que é a lógica deste espaço.

    Concordo com a abordagem e com o que escreveu. A reflexão está feita há muito.
    Além dos serviços que refere temos muito mais ligados até à industria (engenharia, design, etc) e que mereciam ser incentivada a sua localização no nosso concelho. Mais ainda, neste tipo de serviços o nível remuneratório até é geralmente bastante acima do comercio e restauração.

    Pelo que li aqui e no JMG nos artigos dos vereadores Aurélio Ferreira e Vitor Pereira, parece claro que foi oportuna a posição dos vereadores que não concordaram com a proposta apresentada pelo Presidente e pela vereadora Cidália Ferreira. Aliás não souberam explicar (pelo que li no JMG), neste e noutros blogues, a lógica da sua posição.

  2. Maria João Gomes diz:

    O sector terciário tem vindo a assumir um peso cada vez maior no nosso concelho. Desde 2011 que este sector é responsável pelo maior número de empregos.
    Segundo os census de 2011, o Comércio e as Atividades Administrativas e de Serviços empregavam 52% dos trabalhadores. A Indústria empregava 47%.
    Se queremos dinamizar e aumentar o tecido empresarial temos também que ter em conta esta nova realidade.
    Não se trata de renegar a nossa “alma industrial”, que nos fez crescer e de que nos orgulhamos. Trata-se de olhar à nossa volta, com lucidez.
    O Programa de Incentivos proposto pelo Presidente e pela Veradora Cidália Ferreira é, por isso, redutor e isento de lógica

  3. Ricardo Macedo diz:

    Obrigado plos comentarios. O objetivo deste texto é mesmo lançar o tema para reflexão. Maria Joao Gomes obrigado pelos dados, não correspondem à minha perceção mas não duvido deles. Varios serviços estão no entanto dependentes da industria e continuo a achar o comercio incipiente mas a diversificação tem as suas vantagens mesmo com a nossa alma industrial. Antonio tem razão nos serviços altamente especializados que falou que são importantes para manter a vitalidade e o acesso por jovens marinhenses a empregos com remunerações mais elevadas

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