Paradigmas da artes visuais

As artes são áreas indispensáveis ao desenvolvimento global do ser humano, devendo ser promovidas ao longo da vida. São formas de saber que mobilizam várias dimensões cognitivas, ampliam o campo de experiências e promovem o sentido crítico. O aumento da compreensão, da apreciação e do questionamento dos diferentes universos artísticos é uma das competências promovidas por esta área.
A vivência artística influencia o modo como se aprende, se comunica e se interpretam os significados do quotidiano. Permite participar em desafios coletivos e pessoais que contribuam para a construção da identidade pessoal e social, exprimam a identidade nacional e facilitem o entendimento das tradições de outras culturas.
Desenvolver a literacia artística é um processo sempre inacabado de aprendizagem e participação que contribui para o desenvolvimento das comunidades e das culturas, num mundo onde o domínio de literacias múltiplas é cada vez mais importante.
A literacia em artes pressupõe:
-A capacidade de comunicar e interpretar significados usando as linguagens das disciplinas artísticas;
-A aquisição de competências e o uso de sinais e símbolos particulares, distintos em cada arte, para percecionar e converter mensagens e significados;
-O entendimento de uma obra de arte no contexto social e cultural que a envolve e o reconhecimento das suas funções nele.
A linguagem das artes visuais propõem-se, segundo a época e o contexto em que se inserem, a refletir e questionar os paradigmas que lhe são postos. Estamos numa era de fragmentação das identidades, novos paradigmas surgem, a liberdade apresenta-se como um estigma e não como um direito inerente ao ser humano, a individualização como reflexo desta fragmentação torna cada vez menos possíveis os agrupamentos e a noção de coletividade enfraquece cada vez mais. Como é que as artes visuais se inserem nessa nova ordem? Quais os novos paradigmas que lhes estão inerentes?
Pensar nas artes visuais nos dias de hoje, deverá ser lançar um olhar crítico em direção às diversas linguagens, delimitar contextos, agentes, atores, políticas, e experiências estéticas de toda ordem.

Esta entrada foi publicada em Geral, Jose Nobre. ligação permanente.