O uso da bicicleta

Atualmente o uso da bicicleta em cidades dos países desenvolvidos é sinónimo de qualidade de vida, de hábitos saudáveis, de respeito pelo ambiente e pelos outros, de economia, de redução da emissão de CO2, pelo que deve ser aconselhado e promovido de modo a sensibilizar a população, designadamente quando a orografia do território o aconselha.
É o caso da Marinha Grande, onde há uns decénios atrás a utilização da bicicleta era constante e onde foram já instaladas 15 ciclovias, o que é louvável, sendo agora importante que se faça a sua ligação e articulação, de modo a potenciar o seu uso e aproveitamento.
De pouco valerá uma ciclovia com algumas centenas de metros de extensão quando a mais próxima estiver distante, como algumas vezes acontece, com muitas ruas e automóveis pelo meio.
As ciclovias existentes no concelho precisam de alguma lógica, coerência e apetência, interligando-se e prolongando-se na malha urbana, de modo a que o ciclista possa circular com prazer, em espaços maiores, articulados entre si e em segurança.
De todos nós é conhecido o drama dos automobilistas e dos ciclistas quando se cruzam em qualquer arruamento da cidade, com sucessivas “fintas” e “habilidade de trapezista” de uns relativamente a outros.
Creio ainda que muitos Marinhenses têm a sua bicicleta (pasteleira, ou outra mais atual) arrumada em casa e que só precisam de um sinal de melhoria da rede das ciclovias para a utilizar frequentemente, direi mesmo que diariamente.
Daí o sinal que é importante transmitir à população para a promoção do uso da bicicleta no concelho da Marinha Grande e, muito em especial, na malha urbana, onde é desejável que circulem e estacionem menos automóveis.
No orçamento participativo de 2016 houve um total de 4 propostas (10% do total) para a promoção do uso da bicicleta no concelho, o que demonstra a pertinência e a atualidade do tema.

Esta entrada foi publicada em Octávio Ferreira. ligação permanente.

4 respostas a O uso da bicicleta

  1. Antônio Costa Jordao diz:

    Boa noite

    É o meu primeiro comentário nesta página (espero que seja o primeiro de muitos), e logo num texto do meu amigo Octávio Ferreira, pessoa que muito prezo.
    Escreve sobre um tema que há muito reivindico, para o meu concelho (Batalha). Mas é um tema comum…! Não coloco tanto o problema do CO2, porque felizmente (e por opção!), vivemos numa região fortemente arborizada, mas sim com o trânsito que se verifica nas nossas ruas e estradas. E a Marinha tem todas as condições para as pessoas usarem a bicicleta como meio de transporte. É necessário criar “ciclovias” , devidamente sinalizadas da periferia até ao centro da cidade e para as escolas. Sem isso nada feito! Custa-me a entender por que razão o município da Marinha Grande deixou cair esse património histórico que era a saída dos trabalhadores da IVIMA.

    Até breve…

  2. Alberto Antunes diz:

    Caro Sr. Octávio, estou em plena sintonia com o que escreve sobre o uso da bicicleta, o que era há umas décadas e o que é hoje. Quando se diz que, para se ser mais saudável,se deve fazer exercício físico, o que é que a Autarquia faz nesse sentido? Põe autocarros à porta das pessoas, os TUMG. Que me desculpem as “inteligências superiores” que se bateram para que cá tivéssemos transportes urbanos, mas, para mim,numa terra praticamente plana, a ideia foi tudo, menos inteligente.
    Desde Maio do ano passado e durante vários meses, o grupo independente +Concelho, de que sou apoiante, propôs-se a colaborar com o executivo permanente na promoção de acções que promovessem a modernização e eficiência do Município (PEM). Foram convidados todos os munícipes a participarem com ideias nas diversas acções propostas e uma delas era precisamente o incentivo ao uso da bicicleta na Marinha Grande, onde se incluíam as futuras ciclovias e a segurança para os utilizadores. O item em questão, coordenado pela chefe de gabinete Inês Marrazes, foi concluído com êxito e agora resta ao executivo permanente implementá-lo, se tiver engenho e arte para isso.Como se costuma dizer: “aqui é que está o busílis da questão”.
    Para se fazer é preciso saber e quando não se sabe (ninguém tem a obrigação de saber tudo) deve haver humildade para pedir apoio de quem sabe. Só assim é que as ideias e projectos se podem concluir, sem clubismos ou partidarismos. Portanto, caro
    Sr. Octávio, este parece ser mais um projecto que fica na gaveta com o claro menosprezo por aqueles que se disponibilizaram para ajudar.

  3. Octávio Ferreira diz:

    Carlos
    Tem toda a razão é esse trabalho será sobretudo de estudo, de organização do trânsito e de marcação no pavimento das pistas para as bicicletas. Ou seja com custos confortáveis para a Câmara Municipal. Abraço

  4. Octávio Ferreira diz:

    Caro Alberto
    Não pode ficar na gaveta aquilo que é uma mais valia para todos nós. Será uma questão de tempo pena é que ainda tenhamos de falar no assunto.
    Cumprimentos

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