Pensar Grande é Pensar nos que mais necessitam

Quando fui convidado a participar neste fórum de discussão, não sabia bem ao que vinha. E, sinceramente, também ainda não sei se algum dos contributos que aqui sejam deixados serão úteis para alguma coisa. Aquilo que sei – e faço-o há muitos anos – é que estou disponível para ajudar no que for necessário para tornar o meu concelho Grande, muito Grande.


Tive a sorte de participar num debate de ideias a convite da NERLEI, em Leiria. E aquilo que ouvi foi falar muito da capital de distrito e pouco da Marinha Grande, como se fossemos o parente pobre deste eixo que é um gigante económico e um anão político. Até de bandeiras negras se ouviu falar. E parece que nos querem por a dizer que somos leirienses, vão-se preparando.
O nosso problema principal é uma sofrível falta de liderança. Quem tem poder não tem jeito para liderar, quem o poderia fazer não está para carregar com a região às costas e afirmá-la no país e na região.
Falando da Marinha Grande em concreto, todos sabemos que, desde os Stephens, mais tarde Calazans Duarte e no século passado José Vareda, deixámos de ter “vozes encantatórias”. As palavras são de Adriano Moreira mas são uma realidade. Precisamos de líderes, não só na política, mas também na cultura, no desporto e sobretudo na ação social. É aqui que deveremos apostar, em minorar o sofrimento dos que mais necessitam.
O Jornal da Marinha Grande, recentemente, promoveu uma ação de solidariedade para adquirir um aparelho auditivo para uma menina de 9 anos. Conseguimos, embora um dos donativos ainda não tenha sido entregue, no valor de 250 euros. Mas a menina já ouve a 100% e isso enche-nos de alegria. Mas será que a autarquia não deveria ter mecanismos de apoio para os mais desfavorecidos?
Parece-me que sim. Só quando as necessidades sociais estiverem satisfeitas é que deveríamos começar a pensar em outros projetos, ambiciosos, que nos fortaleçam na região e no país. Mas para isso há que encontrar consensos e estes não se conseguem sem um líder forte, capaz de congregar vontades. E é isso que nos tem faltado: pensar menos em nós e mais nos outros.
Bom ano para todos os marinhenses, vieirenses e moitenses.

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