Lei 644

Que relação têm Bernardino Machado (Presidente da República), Brás Mouzinho de Albuquerque (Ministro do Interior) e Afonso Costa (Ministro das Finanças) com a Marinha Grande?

Todos assinaram a Lei 644 de 25 de Janeiro de 1917 que restaurou o Concelho da Marinha Grande.

Assinala-se assim, este ano, o Centenário da Restauração do Concelho.

A Câmara Municipal, apesar das limitações colocadas pela oposição no orçamento, deverá procurar desenvolver, assim o espero, uma série de iniciativas para a comemoração deste marco importante da nossa história.

Naturalmente, haverá aqueles que verão nisso um aproveitamento em ano eleitoral, outros que acharão que nada há para comemorar e ainda outros que fariam diferente só porque sim.

Contudo, a esmagadora maioria dos quase 40.000 marinhenses, vieirenses e moitenses sentirá orgulho no seu Concelho e no que ele representou e representa na região e no país.

E têm razão para isso.

Não tendo castelos, palácios ou mosteiros, temos no entanto a “garra” e o engenho para lutar,  empreender e seguir em frente.

Temos mais de 4.300 empresas, um volume de negócios superior a 1.200 milhões de euros, 500 milhões de euros de exportações com uma taxa de cobertura das importações pelas exportações de 275% e criamos 11 novas empresas por mês.

Temos um município no top dos mais transparentes, com um grau de endividamento de somente 15% das receitas, com uma devolução fiscal às famílias de 90% e prazos de pagamento médio a fornecedores de 21 dias.

Talvez por isso tenhamos um saldo migratório positivo e tenhamos sido um dos poucos municípios a registar um crescimento populacional no último censo.

No entanto, muito há ainda a fazer.

Temos problemas por resolver como a desertificação do centro tradicional, problemas com infraestruturas difíceis de levar a todos os cantos da nossa enorme malha urbana, problemas com a gestão ou a co-gestão da Mata Nacional, entre outros.

Mas também temos um Teatro Stephens renovado e com uma oferta cultural vasta, museus, a nova Resinagem, colectividades dinâmicas e em crescimento, instalações desportivas de qualidade, uma rede de transportes urbanos invejável, um parque escolar em melhoria constante e muitas outras coisas que por vezes nos passam ao lado sem que demos conta ou lhe atribuamos valor.

Assim, dentro de 100 anos, cá estará alguém a comemorar o bicentenário da restauração do Concelho.

E, nessa altura, haverá aqueles que verão nisso um aproveitamento, quiçá eleitoral, outros que acharão que nada há para comemorar e ainda outros que fariam diferente só porque sim.

Mas a imensa maioria continuará a ter orgulho no seu Concelho.

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Uma resposta a Lei 644

  1. Zé dos Anzóis diz:

    “Mas também temos um Teatro Stephens renovado e com uma oferta cultural vasta, museus, a nova Resinagem, colectividades dinâmicas e em crescimento, instalações desportivas de qualidade, uma rede de transportes urbanos invejável, um parque escolar em melhoria constante e muitas outras coisas que por vezes nos passam ao lado sem que demos conta ou lhe atribuamos valor.”
    Temos um teatro onde só alguns conseguem ter acesso; Resinagem que não se sabe ainda bem para que existe; colectividades dinâmicas que a câmara apoia fora de horas; transportes urbanos subsidiados pela câmara e sem uma gestão de visão. Vejo que vê a cidade como se fosse um copo meio cheio. Eu acho que ele está meios vazio.
    Que limitações foram colocadas pela oposição no orçamento?

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